Objetividade versus Subjetividade

2017-05-20_110905

 

  • No mundo corporativo sempre me deparei com esse suposto dilema, uma suposta oposição. Digo suposto, pois penso que aquilo que temos como subjetivo nada mais é ou são do que coisas que estão num outro nível de profundidade, que estão sub-objetivas. Que estão abaixo da “linha d’água” de nossa visão superficial.Paradoxalmente, sabemos que as coisas mais valiosas são as pessoas e sua forma única de ser: emotivas, subjetivas, humanas. Às vezes claras, noutras confusas, mas sempre humanas.Acredito que o desafio é aprender a suportar indefinições, confusão, inconsistências e falta de clareza. A grande competência de hoje é complexa e difícil de ser aprender. Tolerar a angústia frente ao caos e aprender com isso é a grande competência. É a nossa próxima fronteira.

 

  • A excessiva busca da competência para lidar com as coisas de forma extremamente objetiva, pode estar nos tornando incapazes para lidar com as incertezas e com as pessoas, já que somos subjetivos, incertos e maravilhosamente complexos.

 

  • E “nesse mundo” corporativo, além de acreditáramos que há um dilema, uma oposição entre coisas objetivas e subjetivas, desqualificamos o segundo pois aí quase tudo é tido como impreciso, incerto e pouco claro. Dizemos: subjetivo demais e logo pensamos que é sem valor.