O Psicólogo Coach – Uma Relação de Ajuda na Realização Profissional

Qual o segredo daqueles que tem sucesso? Como conseguem superar tão facilmente as dificuldades, o desânimo, as incertezas? Como conseguem ser tão ousados e determinados?

E no outro lado da fila… Por que as pessoas talentosas fracassam? Por que não conseguem ser tão boas bem-sucedidas e eficientes?

O caminho é mais difícil e mais longo do que parece. Para mudar precisamos ir além de tomar conhecimento de novos conceitos e habilidades. É preciso ver o mundo com novos olhos e para isso a mudança tem que se dar em suas atitudes.

Quase todos nós conhecemos alguém que tinha tudo a seu favor, muito inteligente, ótima formação, vários cursos, com amplo conhecimento cultural, vida familiar estável e em plena ascensão profissional quando, de repente, para a surpresa de todos tudo começa a “dar pra trás”. Erros estratégicos, decisões equivocadas e um mergulho fatal que parece não ter volta.

Noutros casos, o sucesso ainda não havia mostrado a cara, mas todos já podiam vê-lo se aproximar, caso o tal conhecido conseguisse superar aqueles velhos e conhecidos hábitos.

No exercício da psicologia através da prática clínica, atendendo no consultório homens e mulheres que buscam um novo significado para sua vida pessoal e profissional (incluindo família e carreira), ou através dos trabalhos nas empresas realizando treinamentos e coaching e até mesmo nas primeiras análises de uma pesquisa sobre desenvolvimento profissional que estamos realizando, temos nos defrontado com casos de tropeços inexplicáveis e de sucessos invejáveis.

De acordo com dados de psicólogos especialistas em consultoria e desenvolvimento de carreiras, como James Waldroop e Timothy Butler, ambos com Ph. D. em Harvard, esses tipos de profissionais costumam ser descritos por seus colegas e gerentes, como “95% brilhantes, superestrelas, mas 5% desastrosos”. Outros por sua vez, segundo eles, estão indo bem, mas poderiam ser claramente mais eficientes.

Geralmente é fácil perceber quais os comportamentos necessários para que as pessoas possam ser mais efetivas, no entanto deve-se procurar identificar as razões e as motivações que nos levam, mesmo conscientes do erro, a esses comportamentos inadequados. Deve-se desenvolver a auto-conhecimento, além da superfície e isto só pode ser feito com o auxílio de profissionais qualificados.

Assim como com qualquer novo negócio ou projeto é sensato e necessário se iniciar por um diagnóstico profissional, pois as pesquisas tem demonstrado que agir às escuras na ânsia de começar logo pode levar a erros fatais ou então muito caros, desperdiçando recursos necessários ao primeiro impulso de um empreendimento.. Por tratar-se de desenvolvimento pessoal e profissional, entrevistas, avaliações de personalidade, de habilidades e de valores, nos darão uma gama de informações contextualizadas proporcionando “insights” psicológicos úteis.

A maioria dos caminhos indicados pela literatura atual propõe fórmulas testadas por autores famosos (modelos de sucesso), sobre como fazer isso, aquilo ou até o que fazer e quais os melhores rumos para o acerto.

O caminho da auto-ajuda procura dar conselhos gerais aplicáveis a todo tipo de casos, geralmente sem novidade ou profundidade. Por outro lado, quando tentam ser específicos acabam trazendo contradições, já que cada caso e cada experiência de trabalho tem sua particularidade própria (única).

As psicologia tem demonstrado que existem padrões de comportamento comuns aos quais as pessoas recorrem e que geralmente boicotam seu sucesso. Hoje sabemos que as pessoas repetem esses padrões e que por mais claros que possam parecer para os outros, estas costumam não vê-los como sendo seus.

Como isso ocorre? No decorrer do nosso desenvolvimento vão surgindo dificuldades, características, tendências e fraquezas que podem não ser aceitas por pessoas importantes e muito significativas como pais, professores, amigos ou outros. Encaramos como coisas vergonhosas, pequenas e estas passam a ser rejeitadas e suprimidas de nossa personalidade a nível consciente, como se não nos pertencesse. Escondemos essas partes de nós mesmos.

Será através do reencontro com essas partes que poder-se-á resgatar a energia psicológica que falta para enfrentar e corrigir nosso rumo.

Recuperar a capacidade para lidar consigo mesmo implicará na melhoria da capacidade para lidar com os outros como colegas, parceiros ou mesmo como líder. Aprender como lidar com seus problemas e dificuldades implicará saber como resolver conflitos no ambiente de trabalho e também no ambiente dos negócios.

Buscar o desenvolvimento pessoal e profissional além dos livros e dicas da auto-ajuda implica uma mudança de atitude. Significa reconhecer-se precisando de ajuda de um outro e a partir daí procurar através de suas relações ou do estabelecimento de uma relação profissional qualificada, o caminho de volta para a descoberta pessoal.

Quando estruturamos nossa personalidade, a presença do outro é parte fundamental e constituinte da mesma, portanto para o reencontro e redirecionamento do nosso desenvolvimento profissional a presença desse outro é que possibilitará as respostas.

Um caminho que vem sendo utilizado é o “Coach”, que pode ser entendido como uma nova e diferenciada forma de relação entre um Psicólogo e a pessoa que busca reorientar sua carreira ou dar um novo sentido para sua vida e trabalho, para então revelar e despertar o potencial criador desta última procurando por exemplo, maximizar seu desempenho; buscar caminhos para sua realização profissional e otimizar seus talentos e potencialidades como ser humano.

É um trabalho que vai além da busca por resultados, pois o compromisso é a pessoa como um todo. É uma relação onde de um lado está alguém em busca de soluções e de crescimento e do outro um profissional de Psicologia preparado e disponível para uma relação de aceitação, compreensão, segurança, conhecimento e acima de tudo compromisso ético.

Nesse processo, elucidam-se os pontos fracos, dá-se apoio para transformar sua auto-estima em força pessoal, acompanha-se sua evolução dando suporte nos momentos difíceis, aceitando-se seus limites e estimulando seus avanços. A partir daí então, a pessoa poderá ter mais liberdade para reconstruir seu caminho.

O caminho para a efetiva realização pessoal e crescimento profissional é um processo lento e algumas vezes doloroso que não pode ser solitário e individual, do tipo “self-service” ou “oba-oba” como propõe o consumo doce e rápido de “palestras show”. Ele vai muito mais além e mais a fundo do que o interesse do mercado da auto-ajuda.